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Prestes a participar da sétima Olimpíada, Formiga chega ao São Paulo

Volante de 43 anos planeja seguir no Tricolor após encerrar a carreira.

Reprodução Twitter/São Paulo FC

Antes de integrar a seleção brasileira para disputar a sétima Olimpíada da carreira, a volante Formiga foi apresentada nesta terça-feira (22) como reforço da equipe feminina do São Paulo. A veterana, de 43 anos, estava no Paris Saint-Germain (França) e retorna ao Tricolor paulista depois de 21 anos.

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Durante a apresentação, foi veiculado um vídeo com mensagens de boas vindas à camisa 8. Entre as personalidades que enviarem mensagens, estavam a campeã olímpica do salto em distância Maureen Maggi, a coordenadora de competições femininas das Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Aline Pellegrino; Hernanes, meia da equipe profissional masculina do Tricolor; e a técnica da seleção feminina, Pia Sundhage.

Em entrevista coletiva, Formiga revelou que um dos motivos para retornar ao São Paulo tem a ver com o pós-carreira, seja ainda em campo ou fora dele. O contrato como atleta é válido até o fim de 2022.

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[O projeto do São Paulo] É bem audacioso. Acredito que possa continuar aqui, trabalhar quem sabe na gestão, até mesmo no futuro como auxiliar técnica. Todos sabem do desejo que tenho de ser treinadora. Vejo o futebol brasileiro evoluindo. A gente não vê tantos placares elásticos [como antes]. Os times estão se fortalecendo e o futebol feminino só tem a ganhar. Espero que melhore nos próximos anos“, disse a volante.

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Formiga embarca para Portland (Estados Unidos) na sexta-feira (25) para três semanas de treinamentos com a seleção feminina. O período antecede a viagem da delegação para os Jogos de Tóquio. A reestreia pelo São Paulo ocorrerá somente em meados de agosto, após a Olimpíada, a partir das quartas de final da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro.

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A primeira passagem dela pelo São Paulo foi entre 1997 e 1999, período em que o clube era a maior potência da modalidade no país. Na ocasião, a jogadora dividiu o gramado com outros ícones do futebol feminino brasileiro, como Sissi, Kátia Cilene e Juliana Cabral. Foram três títulos e 20 jogos vestindo a camisa tricolor, com 19 vitórias e apenas um empate.

Nessa etapa, nosso treinamento era em Indaiatuba [cidade do interior paulista, próxima à capital]. O apoio do São Paulo a gente sempre teve e era uma diferença incrível para outras equipes. O São Paulo era a base da seleção brasileira. Fomos felizes. Acredito todos os títulos que ganhamos na época foram por este suporte. Agora não será tão diferente, porque o São Paulo está se fortalecendo. Espero, de verdade, trazer alegria para esse clube, ganhar títulos e que, a cada dia, esse clube venha a crescer mais e mais“, concluiu a veterana.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues. Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional – São Paulo.

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Escrito por Agência Brasil

Agência pública de notícias da EBC. Informações sobre política, economia, educação, direitos humanos e outros assuntos.