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Médico do Corinthians é condenado após usar técnica não permitida em paciente

Joaquim Grava foi condenado a pagar cerca de 51 mil reais a título de indenização a paciente.

André Santos/Folhapress

O renomado ortopedista e médico do Corinthians, Joaquim Grava foi condenado pela justiça de São Paulo a indenizar um paciente após usar uma técnica de tratamento indevida. A ação contra o médico está na justiça desde o ano de 2018 e na última sexta-feira (2), o TJSP determinou que o profissional de saúde indenize o paciente, Eduardo Villas Boas com o valor 51 mil reais.

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A técnica usada por Grava em Eduardo é conhecida como plasma rico em plaquetas (PRP). Tal técnica era frequentemente utilizada na médica esportiva, entretanto, o Conselho Federal de Medicina considerou que  tratamento era apenas experimental, assim vedando a sua utilização em leitos clínicos. O tratamento foi realizado no ano de 2016.

A técnica do plasma rico em plaquetas consiste na retirada de sangue do próprio paciente, e logo depois o sangue é centrifugado o que faz a separação do plasma rico. Após a obtenção do plasma rico em plaquetas, o mesmo é injetado no local da lesão do paciente. 

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Eduardo Villas Boas afirmou que o médico o indicou a técnica sem mesmo antes realizar qualquer tipo de exame. Eduardo possuía uma inflamação no joelho e após o tratamento novas inflamações surgiram e o paciente quase ficou impossibilitado de flexionar o seu joelho.

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Joaquim Grava se formou em medicina no ano de 1977 e logo após, no ano de 1979, ingressou no Corinthians. Além do Timão, o médico também atuou pelo Santos e pela seleção brasileira. Atualmente, Grava é consultor médico do Corinthians. O clube paulista homenageou o médico em 2010, quando colocou o nome do profissional em seu centro de treinamentos.

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